Você Conhece Mesmo HTML?
Off-Topic, Programação 26/11/07 às 10:28A pergunta acima, apesar de ser um pouco provacativa, introduz uma discussão interessante. A maioria dos desenvolvedores, ou aspirantes a desenvolvedores, afirmam categoricamente que dominam o HTML, mas será que isto é mesmo verdade?
Pois bem, é óbvio que alguns poucos realmente o dominam, eu, pelo menos, conheço dois, mas a verdade é que a grande maioria conhece superficialmente esta tão subestimada linguagem. Em geral, ou conhecem um subconjunto relativamente pequeno do HTML, ou então conhecem apenas a sintaxe da linguagem, sem saber exatamente como usá-la, o que ao meu ver é ainda pior do que o primeiro caso.
Contudo, como a maioria dos browsers é muito pouco rígido quanto a corretude do HTML, muitos erros grotescos acabam sendo ignorados, e o browser indulgentemente apresenta a página da melhor forma possível. Como consequência, os desenvolvedores, principalmente os iniciantes, acabam construindo a noção de que conhecem bem o HTML e que ele se trata de uma linguagem fácil, chegando até mesmo a estranhar o fato de alguém estudar o assunto mais profundamente.
Eu afirmo isso sem me excluir, pois, apesar de saber da importância deste tópico, posso, na mais autoindulgente das hipóteses, me considerar apenas mediano no HTML. Digo isso pois conheço uma quantidade razoável dos seus elementos, além de saber o básico sobre o seu uso, como, por exemplo, que ele só deve ser usado para estruturar o conteúdo, e não para definir a apresentação, que é tarefa do CSS.
E por falar em CSS, o que eu disse acima também se aplica a ele e ao XHTML, embora a maioria não se considera tão proficiente nestas duas tecnologias. Isso é claro considerando os que sabem da existência do XHTML.
Entretanto, o objetivo aqui não é de maneira alguma criticar os desenvolvedores que não conhecem profundamente o HTML, até porque eu faço parte desta parcela, além de sequer ser um desenvolvedor ainda. O que eu pretendo aqui é despertar em alguns de vocês a consciência recém-adquirida por mim de que o HTML é mais do que algumas poucas tags jogadas de qualquer maneira em um arquivo .html. Ele merece sim atenção, além de um estudo um pouco mais extenso do que um breve tutorial.
Eu estou fazendo a minha parte, uma vez que estou lendo no momento o Use a Cabeça! HTML com CSS & XHTML. Aliás, este é um livro excelente, e a sua tradução não compromete a compreensão do texto, portanto eu o recomendo.
Sendo assim, vamos conhecer de verdade o HTML, XHTML e CSS. Isto é um bem que fazemos a nós mesmos, pois são estas tecnologias que formam a base da Web, e se quisermos atuar neste ambiente temos a obrigação de conhecê-las. Quem sabe assim nós contribuimos para uma Web menos caótica. Não custa sonhar.

Eu sou aspira to acompanhando aulas do tecnoclasta.com para entender melhor sobre apresentação de conteúdo na web…E este foi um dos livros recomendos tb….E parabéns por puxar a orelha de todos que desprezão estão linguagem tão poderosas html,xhtml e css
Belas palavras, Elomar. O primeiro passo para se tornar excelente em alguma coisa é admitir que ainda não se é excelente.
Acho que você vai gostar de ler este texto que eu traduzi e coloquei no meu blog há uns meses, e que trata exatamente deste assunto: http://osarcofago.blogspot.com/2007/09/amadores-e-profissionais.html
A propósito, temos uma coisa em comum: eu também fiz p curso de Sistemas de Informação na Estácio de Sá, só que em Nova Friburgo.
Grande abraço.
Olá, Mário.
Concordo totalmente quanto a necessidade de reconhecer as nossas deficiências como primeiro passo para eliminá-las. Como disse Sócrates: “Tudo que sei é que nada sei”.
E quanto a tradução que você postou no seu blog, eu já havia lido. Se não me engano eu fiquei sabendo através do Rec6, acho que na época que você o publicou. A propósito, ela ficou excelente, parabéns pelo belo trabalho de tradução, e também pela iniciativa de encontrar um texto de qualidade e compartilhar de uma forma que certamente atinge mais pessoas do que apenas postar o link original. E curiosamente eu lembrei deste seu texto assim que escrevi o meu, já que eles de fato possuem uma certa relação.
Por fim, sobre a Estácio de Sá, fico feliz em saber de mais um profissional altamente qualificado que saiu de lá. Espero que no futuro alguém possa dizer o mesmo de mim.
Abraços.
Salve, Elomar.
Rapaz, é sério que você já tinha lido aquele meu artigo? Deve ter sido pelo Rec6 mesmo. Quando eu o postei, acho que foi o maior boom de visitações que o Sarcófago teve em todos os seus cinco anos de vida. Que bom que você gostou.
Quando li o texto original, não pensei duas vezes antes de pedir autorização ao autor para traduzi-lo. Realmente é um texto muito bem escrito, que serve pra abrir os olhos da gente ou então para nos lembrar do quanto somos humildes.
Bem, por fim, agradeço todos os elogios. E lembre-se: a faculdade é apenas um trampolim para o conhecimento. O que você aprende lá é só um abrir de portas em nossa percepção do que há para se aprender.
Vamos manter contato! Grande abraço.
Olá novamente, Mário.
Ao reler ontem o seu artigo, eu confirmei a minha suspeita: eu de fato fiquei sabendo dele pelo Rec6. E lembro que não fui o único, nem a ler, nem a gostar. Digo isso porque na época eu recomendei o seu artigo para dois amigos, aos quais também gostaram bastante.
Em relação a faculdade eu concordo com você, principalmente no que diz respeito a seguinte frase: “o que você aprende lá é só um abrir de portas em nossa percepção do que há para se aprender”.
Ainda que atualmente eu esteja questionando a necessidade de, dependendo do perfil da pessoa, iniciar ou completar um curso superior, eu não posso negar que a faculdade me foi muito útil por um bom tempo.
Antes de iniciar a minha vida acadêmica, eu sabia muito pouco sobre computação, e posso afirmar, por exemplo, que foi lá que eu aprendi os princípios básicos de programação, que possibilitaram a expansão do meu conhecimento nesta área. Aliás, isto é algo que eu lembro com frequência, pois se não fosse o fato da disciplina Algoritmos e Programação ter sido tão bem ministrada, eu provavelmente teria atrasado em um bom tempo o meu desenvolvimento neste tópico em especial.
E ainda que com o tempo eu tenha aprendido a ser auto-suficiente nos meus estudos, não sei se conseguiria isto se não fosse a base que eu aprendi lá, que ajudou, como você disse, a saber o que é interessante aprender por fora.
Sendo assim, é justo dizer que a faculdade me ajudou bastante a formar uma base de conhecimente, contribuindo assim para o meu atual estágio, onde eu acredito já ser capaz de me desenvolver sozinho. De qualquer forma, é claro que eu sou bastante grato a ela por isso.
Pra finalizar, vamos manter contato sim. É sempre bom ter contato com pessoas inteligentes como você.
Abraços.
Obrigado pelos elogios, Elomar.
Já andei lendo algumas coisas que você escreveu por aqui e gostei bastante também. Você escreve bem, parabéns.
Sobre a auto-suficiencia nos estudos, aproveito para indicar um outro artigo que publiquei no Sarcófago, este escrito por mim mesmo, sobre autodidatismo. Acho que você vai gostar dele também : http://osarcofago.blogspot.com/2007/10/autodidatismo.html
Abraço.
Olá, Mário.
Agora sou eu quem tem que agradecer pelo elogio, sendo assim, obrigado.
Acabei de ler o seu texto sobre autodidatismo, e confesso que adorei. Você citou um ponto muito importante: o fato de ser difícil por se tratar de uma luta contra si mesmo. É sempre bom ressaltar a real dificuldade das coisas, principalmente para ajudar quem estiver começando, assim essas pessoas vêem que é difícil para todos, e que elas também podem conseguir. Também comentei algumas outras coisas sobre esse seu texto diretamente no seu blog.
Abraços.
Embora tenha um enorme número de erros de edição o livro é bom e mostra vários elementos html com os referentes significados, relevâncias e aplicações. É uma boa leitura.